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A Importância dos Seguros na Economia

Maio 28, 2019 (0) comment

Como os Seguros influenciam na Economia do Brasil?

Qual a importância da população ter um Seguro?

Os benefícios do mercado de seguros no Brasil, como previdência complementar, saúde suplementar e capitalização – se devem à natureza original dos serviços que proporciona.

No seu conceito mais simples, o seguro é um acordo no qual, em troca do pagamento de um prêmio, o segurador concorda em pagar ao segurado (indivíduos, famílias e organizações) uma determinada quantia caso ocorra uma perda específica de um bem ou evento, no período acordado.

Os prêmios pagos pelos segurados formam o fundo comum de uma carteira que agrupa riscos similares, administrada pelas Seguradoras.

Para a determinação dos prêmios, as seguradoras consideram as perdas previstas estatisticamente referentes à carteira, além de seus outros custos e de um lucro normal para o negócio.

A apólice de seguro – acordo entre a seguradora e o segurado – pode, portanto, ser considerada um pacto baseado na partilha de riscos e, para ser efetiva, exige alta confiança e solidariedade mútuas, o que no mercado se chama “princípio da boa fé”.

Ao abordar 2 emoções humanas fundamentais – medo (da perda) e esperança (de compensação) – o seguro é parte intrínseca e essencial da sociedade. No entanto, é ainda, é muito pouco compreendido.

 A indústria beneficia a todos…

Especificamente, o instituto do seguro presta o serviço essencial de gerenciamento eficiente do risco e isto ocorre de três maneiras:

  • Pela precificação do risco;
  • Pela transferência e transformação do risco;
  • Pela agregação e redução do risco.

Em suas atividades, as seguradoras avaliam as perdas potenciais e, tipicamente, cobram prêmios que são mais elevados quanto maiores forem tais perdas esperadas.

O prêmio fornece informação aos segurados sobre o grau de risco a que estão expostos. Na ausência do seguro, esse importante ganho informacional não existiria.

O seguro permite aos indivíduos transferir seus riscos às seguradoras. Ao fazer isso, o seguro transforma o perfil de risco dos segurados, reduzindo-o. Como a maior parte das pessoas é avessa ao risco, o seguro contribui fortemente para o aumento da tranquilidade delas e do bem-estar social.

A estabilidade financeira proporcionada pelo seguro é fundamental. Sem ela, as perdas teriam de ser cobertas pelo patrimônio do sinistrado ou via mutualismo puro, que foi o começo do seguro, mas que exigem comprometimento muito maior de capital.

Por meio da previdência complementar, que também é um seguro, pois cobre os riscos de aposentadoria e de sobrevivência, o mercado complementa e, em certos casos, substitui os programas estatais de seguridade social e assistência dos governos.

A Previdência Privada, é muito relevante nos tempos atuais quando tais sistema se encontram falidos e pressionados pelo envelhecimento relativo da população.

Outros produtos, como o seguro compulsório de danos pessoais decorrentes de acidentes com veículo motorizado (DPVAT), o seguro de vida e os seguros e planos de saúde suplementar, também ajudam fortemente os governos a reduzir as despesas estatais relativas a esses eventos.

O seguro permite que o risco seja transferido a empresas especializadas no seu gerenciamento, possibilitando que indivíduos, empresas e governos empreendam projetos mais arriscados.

Mesmo as seguradoras necessitam do seguro: o resseguro é o seguro dos riscos patrimoniais das seguradoras, permitindo que transfiram para empresas ainda mais especializadas (as resseguradoras) a parte dos riscos que subscreveram mas excedem sua capacidade de retenção.

O seguro proporciona, assim, o que os economistas chamam de “externalidades positivas”, isto é, seus efeitos positivos transbordam para os demais setores da economia, permitindo o incremento do consumo, dos lucros e do emprego e o aumento de bem-estar social generalizadamente.

Os Seguros contribuem decisivamente para o desenvolvimento econômico

O mercado de seguros contribui decisivamente para o desenvolvimento da economia e da sociedade. A sua atuação se destaca quanto:

  • À natureza dos serviços proporcionados;
  • Á diversidade e valor desses mesmos serviços
  • Ao emprego de trabalhadores
  • À sua ampla rede de distribuição
  • À mobilização de poupanças
  • À contribuição ao crescimento do Produto Interno Bruto

Proporciona serviços de grande valor

É difícil quantificar exatamente a participação da indústria de seguros, previdência complementar, saúde suplementar e capitalização na economia do Brasil.

A medida mais utilizada – a razão prêmios/PIB, também chamada de “coeficiente de penetração” – é uma informação importante, mas subestima a contribuição total da indústria para a economia.

O prêmio fornece uma medida conservadora do valor do seguro, pois é sempre inferior às importâncias seguradas e não computa o aumento de bem-estar que a proteção securitária proporciona à sociedade.

De todo modo, a arrecadação total do mercado de seguros, previdência complementar aberta, saúde suplementar e capitalização atingiu R$ 428,9 bilhões em 2017, o que representou 6,5% do PIB.

A maior participação foi de saúde suplementar, com 2,8% do PIB, seguida dos planos de previdência ou acumulação de coberturas de pessoas, com 1,8% do PIB, ramos elementares (seguros de danos e propriedades), com 1,1% do PIB, planos de risco de cobertura de pessoas (seguros de vida e acidentes), com 0,5% do PIB e títulos de capitalização, com 0,3% do PIB.

Um indicador mais abrangente do tamanho do mercado, é o valor das provisões ou reservas técnicas. A função de tais provisões é fazer frente às indenizações de sinistros presentes e futuras relativas às apólices vigentes. Em dezembro de 2017, o saldo de provisões inscritas nos balanços das companhias seguradoras reguladas pela SUSEP se elevava a R$ 874,5 bilhões.

Se somadas as provisões das EAPC (Entidades Abertas de Previdência Complementar), as operadoras de saúde suplementar e as empresas de capitalização, o saldo se aproxima de R$ 1 trilhão ou 16% do PIB.

Apresenta grande diversificação

O mercado de seguros é altamente diversificado e competitivo no Brasil. Em fins de 2015, havia em operação 115 seguradoras, 18 companhias de capitalização, 24 entidades abertas de previdência complementar, mais de 1 mil operadoras de saúde suplementar, mais de 90 mil corretores de seguros ativos, 123 resseguradoras autorizados a operar no país e 24 corretoras de resseguro.

Existem no Brasil, classificados pela SUSEP, 92 ramos de seguros agrupados em 14 grupos. A eles se deve acrescentar um 15° grupo relativo aos seguros e planos de saúde suplementar regulados pela ANS.

Os números mostram que o mercado de seguros, previdência complementar aberta, saúde suplementar e capitalização fornece uma ampla escala de produtos e serviços que tem implicações significativas para o cotidiano da maioria da população.

É altamente solvente e rentável

As seguradoras brasileiras são financeiramente saudáveis. Prova disso é que nos últimos 10 anos, por exemplo, de um universo de mais de 100 empresas, apenas 15 firmas de pequeno porte (ou seja, média de 1,5 por ano) tiveram decretada liquidação pela SUSEP.

A rentabilidade do patrimônio líquido das seguradoras é elevada: de 2003 a 2017, a média foi de 21,5% tendo atingido 27,7% em 2015, acima do que se obtém na maioria dos setores da economia brasileira.

Utiliza amplos canais de distribuição

No Brasil, embora a lei não proíba, as seguradoras não costumam vender diretamente seguro e produtos de previdência aberta e capitalização aos interessados. A intermediação é feita por meio de corretores de seguros que podem ser indivíduos (pessoas físicas) ou empresas (pessoas jurídicas). Em 2018, segundo dados da Fenacor, havia no país cerca de 91 mil corretores ativos, pessoas físicas e pessoas jurídicas.

Não sendo empregado da seguradora, o corretor está em posição estratégica para ajudar o cliente a buscar o produto que melhor se enquadre aos seus desejos e sua disponibilidade financeira e, ao mesmo tempo, ajudar a desenvolver o mercado de seguros pela comunicação dos anseios dos segurados às seguradoras.

Emprega grande número de pessoas

De acordo com a CNSeg, a indústria de seguros, previdência complementar aberta, saúde suplementar e capitalização empregou diretamente 45.705 trabalhadores em 2015 e pagou em média salários anuais de R$ 109 mil. A força de trabalho empregada na indústria é jovem e altamente qualificada. Mais da metade possui terceiro grau completo ou pós-graduação (mestrado ou doutorado).

Mobiliza poupanças expressivas e é fundamental para o desenvolvimento econômico

A quase totalidade dos recursos das provisões técnicas das seguradoras e outras empresas do mercado é investida em fundos de investimento de perfil conservador e de longo prazo, ajudando assim a financiar os setores público e privado que emitem os títulos que compõe as carteiras desses fundos.

As seguradoras não apenas carreiam poupanças dos segurados, mas criam liquidez para investimentos de longo prazo que são normalmente escassos em países em países em desenvolvimento como o Brasil. Isso ajuda na expansão da economia nacional e na melhoria da eficiência das firmas na produção e oferta de seus bens e serviços.

Assim, é fácil perceber que, num mundo sem seguro, famílias, empresas e governos teriam menos acesso a crédito e, portanto, teriam que consumir menos e poupar mais de modo a acumular fundos que os protegessem dos riscos cobertos presentemente pelos seguros.

Como consequência, a atividade econômica sofreria grave redução, se os seguros não existissem, uma parcela substancial da economia também não existiria.

Meio ambiente: a frequência das catástrofes parece estar crescendo

Qualquer que seja a causa, fato é que desde a década de 70 as catástrofes naturais apresentam nítida tendência de crescimento em quantidade e em severidade. Segundo a Swiss Re, entre o início dos anos 70 e a primeira década do novo milênio, o número médio anual de catástrofes naturais cresceu 257%. Outra importância crescente para a aquisição de seguros.

 

Novas tecnologias: oportunidades e riscos para as seguradoras

As inovações tecnológicas certamente são os motores do progresso, mas para que surja e prospere é preciso garantir o seu uso seguro.

A tecnologia de informações, em particular, é pródiga de riscos e oportunidades. O relatório Riscos Globais, do Fórum Econômico Mundial, edição 2015, nota que, nos Estados Unidos, o custo dos ataques cibernéticos já alcança cerca de US$ 100 bilhões anualmente.

O mercado de seguro certamente será chamado a ajudar a mitigar os impactos negativos da difusão da informática. Até recentemente, por exemplo, o risco cibernético integrava o elenco de exclusões de cobertura da maioria das apólices de seguros.

Entretanto, o crescimento do uso da Internet e os crimes correlatos já fez surgir coberturas contra alguns desses riscos.

 

A globalização do mercado caminha ao lado da crescente harmonização e padronização dos contratos

Outra tendência que influencia cada vez mais a indústria de seguros é a globalização do mercado e, com ela, o crescente movimento em direção a maior harmonização e padronização dos contratos e regulamentos aplicáveis aos seguros.

Na medida em que as seguradoras de mercados desenvolvidos entrem nos mercados emergentes, a competição aumenta e as margens de lucro nestes mercados tenderão a declinar.

Ao mesmo tempo, algumas seguradoras emergentes vão conseguir operar nos mercados desenvolvidos e tornar-se-ão também empresas globais. Isto fará com que tais seguradoras tenham maior fatia de mercado e produzirá economias de escala e de escopo, que aprofundarão a penetração dos seguros no mundo.

 

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